segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O RIO FRIO

Terminamos mais uma tradução para a Editora Record. Desta vez trata-se de uma história de mistério/terror, com toques espíritas. Interessante. O herói da história é um cineasta fracassado que recebe a encomenda de fazer um filme sobre a vida de um homem que está para morrer. Como estímulo para compor o roteiro, recebe uma velha garrafa de água mineral que pertencia ao homem. Vai para uma cidadezinha do interior, na verdade uma estação de águas, onde o homem vivera parte de sua vida, bebe a água e começa a ter visões do passado da vida do homem. Daí em diante só comprando o livro, que ainda não sabemos que título é que vai ter em português, pois isso depende da política de marketing da editora.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

ESSA INTERNET É DEMAIS/GENÉTICA É ISSO AÍ.

Surfando pela rede eis que encontro um desenho feito por meu avô, Arthur Duarte Ribeiro, na verdade um mapa da cidade do Rio de Janeiro, feito em 1929. Naquela época ele tinha um afamado escritório de desenho na cidade, do qual meu pai, o desenhista Ary Duarte e seu irmão o meu tio Helio Duarte, arquiteto, eram seus sócios. O escritório chamava-se Elipse e executava trabalhos de desenho de grande complexidade e sempre com esmerada qualidade para os padrões da época. Meu pai me contou que recebiam as mais diversas encomendas de trabalho das empresas de engenharia que começavam a se instalar na cidade. É provável que meu pai também tenha trabalhado no desenho deste mapa do Rio de Janeiro. Muitas décadas depois eu próprio comecei a ser iniciado no desenho técnico por meu pai, ajudando-o a desenhar seus mapas e outras encomendas de trabalho que ele recebia. Este aprendizado, que ele também teve através do pai dele, foi fundamental para a minha vida profissional mais tarde. O desenho já estava no DNA.

sábado, 26 de junho de 2010

MAIS UM FILHO DA ANNA

Acaba de ser lançado o livro mais novo da Anna. É o ENTRE OS ESPAÇOS DA EXISTÊNCIA, que ela ficou anos escrevendo a partir de intuições que recebeu, numa espécie de psicografia, do Paulo Ramagem. Foram anos de brigas - no bom sentido - com seu editor, até que o livro assumiu a forma final. Desejo a ela todo o sucesso com este novo filho.


domingo, 20 de junho de 2010

DEPOIS DOS CORVOS, AS NOITES BRANCAS

Terminamos a tradução de mais um livro da escritora inglesa Ann Cleves. Mais uma vez a história se passa em Shetland, que vamos conhecendo pouco a pouco. O texto dela e a trama sempre brilhantes prendem desde o início. E só descobrimos (junto com o detetive Jimmy Perez que é o herói de suas histórias) quem é o assassino nas últimas páginas.
Desta vez não estamos mais no inverno de Shetland como no último livro, Raven Black. É verão e lá, nesta época do ano, as noites duram muito pouco e o sol brilha quase que o dia todo. Shetland está perto do círculo polar ártico, acima da Escócia.
Como, de certa forma, esta história continua a anterior (Raven Black), já conhecemos alguns personagens que povoam a ilha. E até gostamos mais de uns do que de outros.
Interessante as semelhanças entre Shetland, (sua gente, lugares, comportamentos e situações) e Visconde de Mauá, onde moramos durante 13 anos. Emboras diferentes, são bastante semelhantes. Quem conhece Visconde de Mauá, ao ler estes dois livros poderá perceber claramente estas semelhanças.
Dia 24 agora, iremos entregar o trabalho pronto e mais uma vez esperamos trazer um novo, quem sabe da mesma Ann Cleeves e até mesmo continuando estas histórias em Shetland.


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Corvos Sobre a Neve

Desta vez traduzimos uma história de detetive passada na Escócia, mais precisamente em Shetland, uma de suas ilhas mais setentrionais. A autora, Ann Cleeves, é uma inglesa, que segundo um crítico, escreve "in a true Agatha Christie style."A descrição dos personagens e do cenário é primorosa. Embora muito longe, e guardadas as devidas proporções, a Shetland descrita por Ann Cleeves, tem muito a ver com Visconde de Mauá onde moramos 13 anos de nossas vidas. A trama é muito bem urdida, e só se descobre quem é o assassino nas últimas 5 páginas. Fomos entregar o trabalho hoje, 13 de maio e já trouxemos outro, de autoria da mesma Ann Cleeves, que pelo que vimos rapidamente, também é passado na mesma Shetland e o detetive é o mesmo Jimmy Perez. Estamos curiosos para ver como será.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cartemas - preparando para o Salão

No intervalo entre uma tradução e outra, vou preparando alguns trabalhos para mandar para o próximo Salão da Primavera do Museu de Arte Moderna de Resende, do qual tenho participado. O que venho fazendo são umas colagens a partir de fragmentos de fotografias retiradas da Internet e que componho numa espécie de mosaico cuja inspiração vem dos Cartemas de meu saudoso professor e pioneiro do design no Brasil, Aloisio Magalhães. Fico garimpando a rede em busca de imagens que possam produzir um efeito interessante uma vez editadas e dispostas de forma que criem um novo significado. Abaixo mostro algumas delas. Clique em cima de cada uma para vê-la ampliada.













quarta-feira, 3 de março de 2010

Veio a Bonança


Entregamos a Tempestade Abissal com um das mãos e com a outra trouxemos um novo livro para traduzir. Muito bom. Assim não perdemos o pique e continuamos a trabalhar no mesmo rítmo.
Este novo livro é também um romance de ficção, do mesmo autor (Lincoln Child) dois dois anteriores que traduzimos.
Desta vez o romance é ambientado no frio Alaska, e conta a descoberta - por alguns cientistas que estão lá fazendo pesquisas - de um animal ancestral - um tigre de dentes de sabre ou coisa parecida - aprisionado num bloco de gelo e que parece que acaba ressuscitando e torna-se uma verdadeira máquina mortífera (ainda não li tudo para saber se é isso mesmo).
Vamos começar a trabalhar nele na sexta-feira 5/3. Penso que conseguiremos terminar em meados de abril. Vamos ver.
Para conhecer mais sobre a nossa atividade de tradutores, clique em:
http://cmaisatradutores.blogspot.com

segunda-feira, 1 de março de 2010

Terminou a Tempestade

Terminamos hoje a tradução do último livro que recebemos da Mariana Kohnert da Editora Record, ao qual demos o título de Tempestade Abissal. Amanhã devo ir ao Rio de Janeiro entregá-lo pessoalmente e ver se trago mais algum para traduzir. Este trabalho é muito interessante, fascinante mesmo. Anna e eu trabalhamos mergulhados nas histórias que nos dão para traduzir, muitas vezes emocionando-nos com o que acontece com os personagens. Cada vez estamos mais convencidos que este trabalho, de uma certa forma, nos torna co-autores das obras que traduzimos. Que venham mais. Sempre.
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domingo, 17 de janeiro de 2010

Quarenta e Cinco Anos Depois




Volto a encontrar pessoalmente (embora tenhamos nos encontrado pouco tempo atrás graças à Internet) passados 45 anos, o meu amigo de então e hoje meu irmão Nudd David de Castro. Antes de eu ter podido ir até Vitória da Conquista na Bahia onde ele mora, foi ele quem me surpreendeu e veio até Resende onde pudemos nos abraçar e tentar colocar em dia uma conversa que começou e acabou há 45 anos. Claro que não conseguimos, num único jantar, dizer tudo que nos aconteceu nesses últimos 45 anos, mas de qualquer forma o coração bateu mais forte quando nos abraçamos. Em postagens anteriores contei um pouco da nossa breve relação quando tínhamos vinte e poucos anos, e quão importante para mim foi o encontro fugaz que tivemos no Rio de Janeiro num escritório de cálculo estrutural de engenharia em que trabalhávamos. Aquele encontro e as coisas que ele me disse foram determinantes do resto de minha vida. Espero poder visitá-lo em Vitória da Conquista e, com mais tempo, colocar em dia os acontecimentos desses anos que passamos sem saber um do outro.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mais um do Lincoln Child


Entregamos "A Dança da Morte" de Lincoln Child e Douglas Preston e saímos da Record com um novo romance, desta vez do Lincoln Child sozinho. Chama-se Deep Storm e pelo que pude perceber, dando uma lida rápida em poucas páginas, é sobre algo que ainda não descobri o que é (afinal é um romance de mistério), mas que se passa na Atlântida (imaginem só), descoberta acidentalmente pelos técnicos de uma plataforma de petróleo em alto mar. Vamos agora trabalhar nele e ver como nos saímos. A Dança da Morte, que recém entregamos ficou muito bom. Esperamos pelo menos repetir a qualidade nesse Deep Storm.

Para conhecer mais sobre a nossa atividade de tradutores, clique em:

C+A Saúda o Povo e Pede Passagem



Pronto, aí está a nossa firma com tradutores.
Quem tiver interesse em conhecer os trabalhos que já fizemos, visite nosso blog no seguinte endereço:

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

QUASE ENCONTREI O TADEU (Jorge Tadeu Borges Leal)



Este fim de semana passado estivemos em Conservatória, uma cidadezinha mínima acima de Barra do Piraí, afinal não muito longe daqui de Resende. Fomos com o Coral para o V Encontro de Corais daquele lugar. Havia muitos corais. Foi uma tarde de música bem variada. Nosso coral se apresentou cantando Ride the Chariot, Jesus Alegria dos Homens, Engenho Novo e Carinhoso. Fomos muito aplaudidos. Acabei dando uma canja fazendo uma introdução na gaita para o coral da INB - Indústria Nuclear do Brasil na música Amazing Grace. Mas qual não foi a minha surpresa ao encontrar lá o Coral do IBGE, no qual sei que o Tadeu canta. Procurei-o e não o encontrei. Perguntei ao colegas dele que disseram que ele estava atrasado mas que deveria ainda chegar. Qual nada. Acabei entregando ao regente do coral, que disse trabalhar ao lado dele, um papelzinho com meu e-mail, telefones e o endereço desse meu blog, na esperança de que ele acabe entrando em contato comigo. Afinal não nos vemos há uns 20 anos e sempre tive muita admiração por ele. Foi um ótimo companheiro de trabalho em meus tempos de White Martins. Espero ainda que ele entre em contato.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Livro novo no forno

A Record, na pessoa de sua editora Mariana Khonert nos mandou novo original, desta vez uma história de detetive para ser traduzida. Vai ser nossa primeira incursão no gênero. O livro veio cheio de críticas elogiosas. Esperamos que uma vez pronta e publicada seja do agrado do púbico leitor.

Para conhecer mais sobre a nossa atividade de tradutores, clique em:

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Presentes no Salão

Meu amigo João Pedro Vilhena me deu esse lindo presente que está exposto no XXXVII Salão da Primavera do Museu de Arte Moderna de Resende, recem inaugurado. Obrigado João Pedro.

Eu, por meu lado, apresentei três trabalhos entre os quais foi escolhido o dos Txucarramãe que vai aí abaixo.



terça-feira, 29 de setembro de 2009

Da Não Ficção à Ficção


Entregamos ontem o primeiro livro que traduzimos para a editoria de Ficção Estrangeira da Editora Record. O original chama-se The Alexander Cipher e é uma história meio Indiana Jones, meio Código Da Vinci. Conta as aventuras de um arqueólogo que depois de mil e uma peripécias acaba descobrindo o túmulo de Alexandre o Grande. Daria um bom filme de ação e aventura. Quem sabe ainda irá ser feito? De qualquer modo foi o nosso primeiro trabalho nos domínios da ficção, pois até então vínhamos traduzindo apenas livros vindos da editoria de Não Ficção Estrangeira. Nosso contato nessa editoria da Editora Record, que é a Rebeca Martins, gentilmente nos indicou para a Mariana Kohnert da Editoria de Ficção Estrangeira. Gostamos do trabalho que fizemos e esperamos que não só a Mariana Kohnert goste (até para nos passar mais trabalhos) como também, e principalmente, que os leitores venham a gostar.

sábado, 5 de setembro de 2009

Estou no TWITTER


Caro leitor deste blog. Se quiser conversar comigo com a concisão proposta pelo Twitter, o endereço é:

http://twitter.com/caqduarte

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um encontro 45 anos depois. Obrigado Nudd David de Castro


Essa Internet é uma maravilha. Já não é o primeiro, mas talvez seja o encontro mais importante que ela me propiciou. Encontrei uma pessoa que considero como um irmão e da qual não tinha qualquer notícia há 43 anos. Andei procurando por ele na Internet muitas vezes, e, por ironia ele me achou primeiro do que eu a ele. O filho dele colocou o nome dele na pesquisa do Google e ela o levou direto para a minha postagem nº 15 aqui deste blog onde eu conto sobre a virada mais importante e definitiva que dei em minha vida e quem foi o responsável por ela. Foi um ex-engenheiro da Petrobrás com quem trabalhei, ambos como desenhistas, num escritório clandestino de cálculo estrutural no Rio de Janeiro na época da ditadura. Ele vinha meio fugido da Bahia, onde tinha sido preso e era perseguido. Recem casado vinha tentar uma vida nova no Rio de Janeiro e foi aí que tivemos uma relação brevissima mas que para mim foi fundamental. Quem tiver curiosidade de saber mais, vá até a postagem nº 15 do dia 2 de dezembro de 2007, aqui do blog, intitulada O Design. Meu amigo, meu irmão, chama-se Nudd David de Castro, e é essa pessoa da foto acima. Devo a ele o restante das coisas que fiz depois de 1966. Obrigado Nudd David de Castro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Céu tá ficando cheio

Depois de ter voltado da homenagem póstuma ao meu amigo Llerena, eis que hoje recebo um telefonema de meu irmão Arthur me dando ciência da morte de meu grande amigo Bernardo Sergio da Silva Ferreiro. Nem sei muito o que escrever a esse respeito, pois confesso que fiquei chocado. Bernardo foi uma figura única, e difícil de ser descrita. Muito talentoso, era arquiteto sem ter jamais entrado em uma faculdade de arquitetura; era designer e decorador também sem jamais ter frequentado qualquer escola específica. Excelente restauranteur. Vestia-se com uma elegância peculiar. Foi diretor de escola de samba. Até onde o conheci, ele viveu uma vida cheia de emoções, dando nó em pingo dágua e sempre com um ótimo humor. Gostava muito de jazz. Viajou o mundo todo. Fez coisas do arco da velha. Na foto aí em cima está ele puxando o tradicional Bloco das Piranhas que saia lá da casa dele no Morro do Abílio em Niterói.
Vai, meu amigo Bernardo. Vai viver agora aí junto com tanta gente tão interessante que já saiu daqui. Boa viagem.

domingo, 23 de agosto de 2009

Juan Llerena, seu sonho não acabou


Lá se foi o meu amigo Juan Llerena. Boa viagem!
Acabamos de chegar de Visconde de Mauá onde aconteceu na Igreja uma homenagem póstuma ao meu amigo Juan Llerena, aquela mesma igreja (que daqui a quatro anos vai fazer 100 anos), aonde cantamos diversas vezes com o Coral do Visconde, onde, há uns 10 anos eram realizados muitos concertos organizados pelo excelente violonista Marcus Llerena, (um dos filhos do Juan) que lá recebeu seus amigos músicos para apresentações e onde ele próprio também se apresentou muitas vezes. A cerimônia foi emocionante. Hoje lá estavam, exceto próprio Marcus, todos outros filhos do velho Llerena: o Juani, a Celina, a Lya (com suas filhas e neta), o Felipe e o filho mais novo do segundo casamento do Juan, cujo nome não consigo me lembrar e que conheci menino pequeno há muitos anos em Mauá e que hoje está um homem. A homenagem foi fantástica. Todos os amigos; todos os que lhe queriam bem. Primeiro chegou a banda regida pelo mestre Elton Carlos Rodrigues tocando pela rua; parou na frente da igreja e executou mais algumas peças. A banda foi uma invenção do Llerena. O sonho dele era tornar Mauá conhecida nacional e mesmo internacionalmente através de sua banda. Foi ele quem arranjou os primeiros instrumentos usados e inconformado com a aparência que tinham foi atrás de seus amigos ricos e conseguiu dinheiro para comprar instrumentos novinhos em folha. Foi a iniciativa dele também que conseguiu recursos para encomendar uniformes para os músicos. Algumas excursões que a banda fez para tocar em concursos pelo interior do estado foram feitas em ônibus conseguidos também com seus amigos. Além da banda, Llerena viabilizou também a criação do Centro Cultural de Visconde de Mauá; arranjou para ele uma sede, conseguiu recursos para a sua manutenção, tendo deito a mesma coisa para a banda. Não satisfeito, criou a ONG Pró Bem Viver que tinhas muitos projetos a realizar, entre eles uma creche para as mães moradoras do Lote 10. Na minha visão, entretanto, a coisa mais importante que o Llerena fez para Mauá foi levantar a auto-estima de seus moradores, sobretudo daqueles de origem mais humilde. Nisso ele foi insuperável. O padre que oficiou o serviço fúnebre hoje lá na igreja sugeriu que se fizesse um monumento ou alguma coisa que eternizasse a memória do Llerena lá em Mauá. Grande idéia do padre. Vamos ver se a comunidade a leva adiante. Quando o Llerena criou a banda, criou-a achando que era uma das últimas coisas que estava fazendo em vida. Tinha se dado um prazo de mais uns poucos anos pois achava que ia morrer breve. Mas viveu muito mais do que achava que viveria. E fez, entre outras, essas coisas que eu enumerei aqui. Muitos de seus sonhos foram lá realizados. Os que ficaram por realizar, alguém os haverá de fazer realizar. Lá se foi o meu amigo Juan Llerena. Boa viagem! Seu sonho não acabou!