Para conhecer mais sobre a nossa atividade de tradutores, clique em:
http://cmaisatradutores.blogspot.com
Pedaços de minhas memórias que eu vou juntando e outras coisas que vou me lembrando do que tem sido a minha vida. As pessoas citadas são reais e as convido a entrar em contato comigo através do endereço c.q.duarte@hotmail.com para enriquecermos estas lembranças. CLIQUE SOBRE AS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS





Por Mónica Herrera
Nesta cena foi possível assistir a um espetáculo completo: poesia, música, dança, absurdo, domínio do corpo, uma entrega absoluta dos atores aos 15 minutos. Alexander de Moraes e Priscilla Duarte se desdobraram em Mário de Andrade e toda uma série de mestres numa coreografia maravilhosa, óculos que passavam, expressões faciais marcantes. Os criadores exploraram um certo viés etnográfico e a “vontade de rir”, traduzida em várias linguagens corporais, tais como dança contemporânea, por exemplo.
Nessa espiral de elementos diversos, de tanta cultura e mistura, a cena risca: a lua. En-tu-piu- a-pia! Aposta na música, no simbolismo, em Andrade, no lirismo. Seria uma ruptura? Será que a gente não tolera rupturas na continuidade das obras? Difícil, estamos acostumados a viradas mais radicais ainda.
O escritor argentino Ernesto Sábato afirma que acreditar em duas formas de mostrar uma “erudición irritante”: “una, acumulando citas, y otra, no haciendo ninguna.” A lua levou a cena ao ponto de saturação. Ainda assim, Corpo Fechado é um experimento maravilhoso.
