domingo, 22 de fevereiro de 2009

Proposta (à minuta) para Altadena

Mais uma vez meu amigo Jorge Sávio me pediu que fizesse o projeto de uma proposta para sua Editora Altadena. Desta vez para uma proposta para um grande projeto que pretende recolher, através de concursos, crônicas premiadas sobre cidades brasileiras. A Crônica para a Cidade Amada. Desta vez para as cidades do estado de Pernambuco. Cheguei a apresentar um layout conceituado em cima da linguagem das publicações de cordel, do qual gostei muito. Contudo, Jorge argumentou que as cidades do interior pernambucano, como de resto de todo o nordeste, não têm mais aquele aspecto de cidadezinhas humildes e esquecidas como as retratadas nos filmes nacionais do Cinema Novo, embora eu tenha as minhas dúvidas. De qualquer modo, aceitando a argumentação do Jorge, propus esta silhueta - que pode ser de qualquer cidade mais moderna - recortada por um sol, este sim mais nordestino, que ilumina e recorta também a silhueta de um carcará voando. Recusado o primeiro layout, o do tratamento gráfico alusivo à xilogravura e portanto ao cordel, este segundo foi aceito e aprovado. Abaixo pode ser vista a capa da proposta e uma de suas páginas, ainda a ser completada com o texto respectivo.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Viajandão II

Estamos chegando de uma grande viagem que fizemos por Minas Gerais. Foram três momentos.

Clique no mapa para ampliá-lo

O primeiro, foi a visita que fizemos ao lugarejo de Angustura (ver mapa), outrora chamado Madre de Deus do Angú, para onde foi em 1862 o bisavô da Anna, aos 25 anos de idade, médico recém-formado, acompanhado da mulher e uma filha pequena, começar a vida profissional. Angustura fica um pouco depois de Além Paraíba, município mineiro na fronteira de Minas com o Estado do Rio de Janeiro, como o nome indica, cruzando-se o rio Paraíba. É um povoado minúsculo com duas ruas num sentido e outras tantas no outro onde o tempo parou desde que o velho Doutor José Alexandre de Souza Gurgel do Amaral foi para lá. A grande maioria das casas e demais edificações tem mais de um século e algumas são tão antigas quanto o próprio povoado. Nossa intenção era ter ido ao cartório da localidade para levantar documentos relativos aos antepassados da Anna mas, curiosamente, o cartório só funciona aos sábados. De qualquer modo, ao entrarmos no povoado ficamos conhecendo o Sr. Manoel de Souza Peres, conhecido como "seu Neca" que nos deu as primeiras informações. Saímos fotografando o que encontramos.

Esta casa, como mostra o medalhão na fachada, é de 1899

Esta casa, como mostra a data inscrita no triângulo da fachada, é de 1881

Vimos o belo casario da época, algumas edificações em ruínas, até chegarmos ao largo da igreja que lá estava tal qual descreveu o avô da Anna, no manuscrito que deixou contando a saga de seu pai naquela remota localidade de Minas.

Com a prestimosa ajuda de "seu Neca" conseguimos a chave da igreja com a Sra. Geni Silva Garcia, uma beata que toma conta da igreja, pois o padre só aparece lá uma vez por mês. A igreja, muitíssimo bem conservada para os seus 123 anos de idade, impressiona por seu tamanho desmesurado em relação à quantidade de casas do povoado. Acredito mesmo que não haja na localidade fiéis em número suficiente para lotá-la. Gostaríamos de ter ficado mais tempo em Angustura, e mesmo pernoitado lá, mas sequer existe uma pousada. Como a intenção principal era a do resgate de dados e informações que pudessem vir a enriquecer o livro que a Anna está escrevendo sobre a história de seu bisavô, achamos que devemos voltar lá com mais tempo, talvez pernoitando em Leopoldina que é uma cidade mineira de porte médio não muito longe de Angustura, para então ficar um dia inteiro em Angustura trabalhando na pesquisa.

Esta é a estrada que sai da BR 116 e dá acesso a Angustura

De Angustura fomos então para Leopoldina, e de lá iríamos no dia seguinte para Belo Horizonte, para a casa de nossa filha Priscilla que há pouco mudou-se para a capital mineira, segundo momento de nossa viagem. Dormimos num hotel novo e confortabilíssimo chamado Minas Towers. No dia seguinte, após o café da manhã partimos para BH, passando por Cataguases, Barbacena, Conselheiro Lafaiete e chegando a Belô pouco antes da hora do almoço. Viagem tranquila. Infelizmente encontramos nossa netinha Maria com caxumba. Por outro lado, para nossa alegria, reencontramos nosso velho amigo Julio Cesar Christophe da Silva, o Murce, que foi, como sempre, extremamente carinhoso. Neste terceiro momento da viagem, fomos comprar um vinho para o jantar e combinamos que no dia seguinte eu iria com ele ao mercado comprar os ingredientes para um "Moscou contra 007" que é uma receita de sua autoria para um delicioso rosbife de filé mignon com fetucini feito com funghi e creme de leite que ele iria preparar para o almoço. Fomos então ao mercado, compramos o material e fomos, nós dois para a casa dele, que é um ótimo apartamento duplex de cobertura, aonde ele mora e tem seu atelier de ceramista e preparador de bonsais. Muito bonitas tanto as cerâmicas quanto os bonsais que ele faz.

Em seguida fomos para a cozinha onde, enquanto bebericávamos um bom vinho ele preparava, como só ele sabe fazer, o tal "Moscou contra 007".
Depois de pronto o prato, chegaram Priscilla, Ricardo e Maria e pudemos então provar a iguaria saída da cozinha desse chef nato que é Murce.

Após este almoço maravilhoso seguiu-se uma sessão de slides, como nos velhos tempos, da qual separo dois. Um da Priscilla aos 13 anos em nossa casa das Charitas e outro de Anna e Olenka nas areias que Julio diz que são de Itaipuassú e a Anna diz que são de Camboinhas, ambos tirados por volta de 1978.

Depois disso, assistimos a um show de música maravilhoso de um pianista, cujo nome não gravei, e seu grupo, na fantástica televisão de Julio. Ainda tive tempo de fazer uma rápida visita a minha cunhada Lou que estava recém chegada de Nova York e que mora pertinho da Priscilla. No dia seguinte, domingo bem cedinho, acordamos, tomamos o café da manhã numa padaria com pães incríveis e uma música ambiente de clássicos do jazz e partimos de volta para nossa casa em Resende. Foram seis horas de viagem direto. Boa viagem. Tudo foi tão bom que pretendemos voltar breve. Em primeiro lugar para, com mais calma, complementarmos o levantamento em Angustura e depois para rever nossa filha e sua família.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A Casa da Dona Catarina


Surfando pela Internet procurando matérias sobre a Niterói do meu tempo, acabei encontrando a Casa da Dona Catarina que é esta que se vê aí em cima. A cor dela não era essa. Ela era creme clarinha com os detalhes brancos, e o muro não era assim. Mas a casa ainda assim era essa mesma. Ficava na nossa rua, a Herotides de Oliveira, no número 18, entre a casa do Dr. Cheferrino e a casa do Werner. Dona Catarina era uma senhora húngara gorduchota e corada, casada com o também húngaro Sr. Karel, que ia à praia de roupão. Era um casal muito tranquilo, sem filhos e com um cachorro cocker spaniel preto. Até onde se sabia o Sr. Karel era químico. Dona Catarina subia numa pequena escadinha de uns três degraus encostada no muro que separava sua casa da casa do Werner - que era nosso amigo de infância - para fofocar com a mãe dele, Dona Elizabeth, também trepada numa mesma escadinha de três degraus encostada no muro, do seu lado. Esta árvore que se vê é um pé de oití, uma frutinha dura que usávamos, junto com mamonas, em grandes guerras da garotada. Um dia, numa das férias do Dr. Cheferrino que sempre ia para Araxá, juntou uma garotada em sua garagem e demos início a uma grande batucada com latas velhas que durou horas e usou a garagem como concha acústica amplificando o som que ficou ensurdecedor. Dona Catarina não aguentou, reclamou misturando português com húngaro e alemão e disse que ia chamar a polícia. Quando chegou um carro da radio patrulha nós havíamos desaparecido como por encanto e Dona Catarina ficou dando explicações em sua língua estranha para os policiais. Achamos aquilo tudo o máximo. Coitada da Dona Catarina.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um sax cinco anos depois

Neste último Natal ganhei um presentão da Anna.
Nada mais, nada menos do que um sax tenor Conductor.
Depois de estar sem tocar há uns cinco anos, vejo que preciso tomar um professor para adquirir um mínimo de destreza e competência para tocar um pouco e me divertir com os amigos.
O instrumento é uma beleza e o som é muito bonito.
Em tempo: Já consegui um professor, o Josué que é militar e toca na banda da Academia Militar das Agulhas Negras vai me dar aulas, uma por semana. Começaremos depois do dia 10 de fevereiro. Estou ansioso para começar.

Trabalho novo

Volta e meia encaro um novo trabalho como pintor digital. Aqui vai mais um que pretendo mandar este ano para o Salão da Primavera do Museu de Arte Moderna aqui de Resende.

Andar de bicicleta é que nem o 1º sutiã

Parece coisa de menino, mas troquei uma gaita diatônica Hohner por uma bicicleta de 18 marchas.
Assim como do 1º sutiã a gente nunca esquece, o mesmo se dá com andar de bicicleta. O filho da professora de ginástica da Anna estava querendo tocar gaita e tinha uma bicicleta velha encostada e toda suja na garagem de seu prédio. Feita a troca, levei a bike para dar uma geral, trocar o selim, a catraca do pinhão e o guidom e ela ficou ótima. Andei dando umas voltas na beira-rio pela manhã, mas desde que começou a temporada das chuvas tive que interromper. Outro dia fui andar de bicicleta à noite com o meu amigo Márcio Pittigliani na ciclovia às margens do rio Paraíba. À noite é melhor e mais fresco. Aí vi que tem muita gente que faz o mesmo. Deixa que acabem estas chuvas que vamos voltar lá. Outro dia me aventurei para um pouco mais longe e fui ao Fórum, na cidade, pedalando. Melhor do que ir de carro!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Referências e citações ao nosso trabalho de tradutores

Tem aparecido na Internet algumas referências e citações ao nosso (da Anna e meu) trabalho de tradutores. Se você tiver curiosidade em vê-los, clique nos links abaixo:
A primeira é de uma entrevista do escritor e acadêmico Arnaldo Niskier ao jornal Folha Dirigida, do Rio de Janeiro, sobre o livro "Da Escola para a Vida" que traduzimos e adaptamos; a segunda é sobre alguns trabalhos que fizemos para e com o dramaturgo americano Lance Belville, traduzindo algumas peças suas e pode ser vista sob os seguintes títulos "PLAYS TRANSLATED INTO PORTUGUESE (PEÇAS TRADUZIDAS PARA O PORTUGUÊS)" em seu site; a terceira pode ser encontrada no site da Livraria Travessa, que apresenta o livro "Traves de Bambu" que traduzimos para a Editora Record. Há outra citação na Revista Veja sobre o livro "Guerra Fria" que também traduzimos para a Editora Record. E mais uma na revista Ciência Hoje sob o título Formato Clássico sobre um livro de perguntas e respostas dos leitores da revista britânica "New Scientist".

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Mais um filho

Livros são como filhos.
Este foi um trabalho que fizemos por encomenda da Altadena Comunicação e Sistemas Ltda. de nossos velhos amigos, os irmãos Jorge e Alexandre Sávio, para o CIEE-RJ - Centro de Integração Empresa-Escola do Rio de Janeiro. É um texto que Anna e eu traduzimos e adaptamos de um original americano que fala sobre a saída do estudante da escola do segundo grau e sua entrada na vida universitária e o que os calouros vão enfrentar nos próximos anos de faculdade. O desenvolovimento deste trabalho teve a participação de um ex-aluno meu, o brilhante chargista César Lobo que tive a felicidade de encontrar na Internet após uns 30 anos e sugerir como ilustrador para a obra. Ótimas as suas ilustrações. Abaixo vai apenas uma delas.

Encontrei o Tadeu

Depois de uns 20 anos, eis que descubro neste universo cibernético da Internet o meu velho amigo Jorge Tadeu Borges Leal que foi um grande colaborador que tive enquanto trabalhamos na White Martins e vejo que, passados todos estes anos temos mais algumas coisas em comum além daquelas que descobrimos ter enquanto trabalhamos juntos. Ele também canta num coral! No IBGE aonde trabalha atualmente ele faz parte do coral daquela instituição. Coloco aqui a foto dele, que é o último da direita durante o que parece ser um ensaio do seu coral. Boa Tadeu! Qualquer dia a gente se encontra num desses encontros de corais que vivem acontecendo por ai.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Trabalho novo

O prêmio que recebi no Salão da Primavera do Museu de Arte Moderna de Resende me deu estímulo para continuar com as pinturas digitais. Hoje, ao abrir minha caixa de entrada de e-mails me deparei com um convite para fazer parte de uma galeria de arte virtual internacional que viu meus trabalhos em algum lugar nesta Internet. Meus trabalhos, e o de outros artistas podem ser vistos aqui.


Este grilo é uma das últimas coisas que fiz. Tem 1 metro de largura e vou expô-lo no próximo evento que aparecer.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

DEU NO JORNAL

Acabou dando aqui no número 152 do ano 13 do jornal "PONTE VELHA" de Resende e Itatiaia de outubro de 2008.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Música de Câmara 2

A audição do Coral Arte & Emoção na Câmara Municipal de Resende foi boa embora com pouco público. Aí vão algumas fotos do evento. Neste último fim de semana (20 de setembro) fizemos uma nova apresentação na Universidade Estácio de Sá, também aqui em Resende, com o mesmo repertório que apresentamos na Câmara e foi o maior sucesso. Na primeira foto podemos ver a Anna e a Julinha, e a última foi feita enquanto eu fazia na gaita uma introdução para "Amazing Grace".



quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Salão da Primavera

Pela primeira vez participo de uma exposição de trabalhos junto com outros artistas que nem conheço ainda. É o XXXVI Salão da Primavera de Resende promovido pela Casa de Cultura Macedo Miranda (espécie de Funarte aqui do município).
Mandei três trabalhos (três peixes do conjunto que já apresentei e que está aqui no Blog, sob o título de Alguns Trabalhos Meus) e que podem ser revistos aqui. São eles os seguintes: o nº 5 CLARKI (Salmo clarki pleuriticus), o nº 16 SALMO (Salmo trutta) e o nº 18 TUCUNARÉ (Chichla ocellarias). São três quadros de 80 x 40 cm que mandei imprimir em alta definição aqui num bureau e depois levei para serem emoldurados. Para minha surpresa eles não só foram aprovados pelo juri como valeram uma "Menção Honrosa".


Fiquei bastante feliz e já estou preparando mais alguns trabalhos para o Salão do ano que vem, mas que colocarei aqui no Blog oportunamente.
O Salão será aberto ao público e a premiação será feita agora no próximo sábado, dia 14 de setembro, no Museu de Arte Moderna de Resende, às 19 horas. O problema é que às 18 horas estarei participando junto com o Coral Arte e Emoção do 1º Encontro de Corais de Resende que vai se realizar no Cinema Vitória. Terei que sair correndo de um evento e entrar no outro, tendo antes que mudar de roupa. Mas vou conseguir.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Música de Câmara

Convido todos a assistir a audição de nosso Coral Arte & Emoção "Uma Viagem através da Música Folclórica do Brasil e do Mundo Ocidental", sob a regência de Alile Cuoco. Será na quarta feira dia 13 de agôsto às 19 horas no Plenário da Câmara Municipal de Resende. A entrada é franca.
Esta apresentação faz parte do Projeto Música de Câmara e é uma realização da Câmara Cultural e da Casa da Cultura Macedo Miranda.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Quase de férias

Conseguimos uns dias de quase férias e fomos fazer uma pequena viagem à São João del Rei aonde estava acontecendo o XXI Festival de Inverno. Para lá tinham ido a Priscilla e o Ricardo para apresentar sua peça Pedro e o Lobo e realizar algumas oficinas de artes cênicas, não sei bem quais.
Priscilla deu uma oficina sobre dança indiana da qual aí vai a foto.

Não pudemos ficar lá mais do que dois dias pois mais trabalho nos esperava aqui em Resende. Assim, não pudemos assistir (mais uma vez) a representação da Priscilla. Ela ia se apresentar uns três dias depois numa cidadezinha nos arredores de S. J. del Rei. Não faz mal; já a vimos muitas vezes e sabemos de sua competência como atriz.
Na cidade estavam acontecendo vários espetáculos de várias coisas, desde conjuntos de Rock, passando por Teatro de Bonecos até leituras de poesias, além de muitas outras expressões artísticas.
Da cidade em si, que eu ainda não conhecia, confesso que não gostei. Constatei que a beleza do barroco mineiro havia sido maculada pela arquitetura contemporânea de mau gosto. Certamente por conta de prefeitos corruptos que permitiram - em troca de dinheiro - que fossem cometidas várias agressões àquele patrimônio artistico multicentenário. Além disso, e talvez por causa do Festival, achei a cidade bastante suja.
O bom foi que no segundo dia fomos a Tiradentes, que também não conhecíamos. Embarcamos na Maria Fumaça. Um trenzinho de dez vagões puxado por uma velha locomotiva a vapor Baldwin de 1912 que vai a uma velocidade baixíssima percorrendo os campos de Minas, passando por fazendas e descampados apitando sem parar espantando o gado.
Tiradentes é uma preciosidade barroca. Muito bonitinha, bem limpinha e cônscia de sua riqueza e beleza embora, como não podia deixar de ser, "turistizada" como disse meu irmão Sergio. De qualquer modo foi muito agradável passar o dia lá, almoçando uma gostosa galinha com quiabo bem mineira num ótimo restaurante. No fim da tarde voltamos para S. J. del Rei na mesma Baldwin 1912. À noite fomos assistir a um espetáculo de Teatro de Bonecos na praça e no dia seguinte de manhã voltamos para Resende.
Pequenas porém boas férias.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Parto


Como um parto, cuja gestação foi muito maior do que os tradicionais nove meses, aí está o primeiro livro da Anna publicado.
Leia a sinopse publicada no site da Editora:

"Anna Gurgel nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 17 de maio de 1941.
Aos 13 anos despertou sinais de um dom "estranho" que, de maneira compulsiva, a fazia preencher os cadernos escolares com mensagens assinadas "pelos mortos", o que lhe provocou grande acanhamento até atingir a maturidade.
A arte de escrever é sua forma de expressão em poesia ou prosa.
Como escritora é autodidata. Uma bailarina clássica que, além de dançar, sempre gostou da palavra escrita.
Já percorreu muitos caminhos na literatura escrevendo desde romances de ficção a livros de auto-ajuda, passando pelo estudo da filosofia oriebtal e esotérica com muitos poemas publicados."

Livros são como filhos


Esta é a capa do primeiro livro que traduzimos para a Editora Record. É uma coletânea de perguntas e respostas de leitores da revista inglesa New Scientist. Coisa de inglês. . . 
Nos deu a maior satisfação ver o livro na livraria. Este negócio de tradução, além de ser um trabalho muito interessante, nos faz meio co-autores das obras que traduzimos e quando as vemos nas prateleiras da livraria ficamos orgulhosos.

Este outro, também nas livrarias, foi um trabalho que nos deu muita satisfação. É um trabalho da escritora e pesquisadora Amy Knight no qual ela especula sobre a deserção de um criptógrafo da embaixada soviética em Ottawa (carregando alguns documentos supostamente secretos) que teria dado início às tensões entre o chamado "mundo livre" e a Russia após a Segunda Guerra Mundial. É uma história de personagens reais, baseada em documentos pesquisados pela autora nos arquivos do FBI, do MI 5 e em outras fontes oficiais. Tem lances meio rocambolescos quase cinematográficos. 
Depois desses dois vieram outros, que assim que saírem colocarei aqui uma reprodução das capas e escreverei algo sobre o que foi trabalhar neles.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Back on the road again

Estou de volta após um período de trabalho mais ou menos longo que começou com a tradução de um livro muito interessante sobre a construção do Canal do Panamá para a Editora Record e que teve que ser interrompido devido à nossa mudança de endereço, pois o apartamento em que morávamos foi pedido pelo proprietário e tivemos que procurar outro enquanto o proprietário ficava nos azucrinando pelo telefone nos perguntando quando íamos nos mudar. Afinal conseguimos um apartamento de 2 quartos melhor do que aquele de 1 quarto onde morávamos e onde pudemos arrumar o nosso escritório com mais conforto para trabalhar. Foi aquela trabalheira de embalar tudo, fazer a mudança, desembalar tudo e rearrumar tudo no novo endereço. Mas no final das contas ficou bem simpático. 
Voltamos ao Canal do Panamá, e antes de terminá-lo veio um novo trabalho do Itamaraty com um prazo curto. Paramos o Canal do Panamá mais uma vez e mergulhamos no Suriname, que era o assunto do tal trabalho do Itamaraty. Entregamos o trabalho e voltamos para concluir o Canal do Panamá. Nem bem tínhamos acabado de entregar quando pintou um novo trabalho. Desta vez da Altadena de nossos amigos Jorge e Alexandre Sávio. Uma tradução/adaptação de um manual para estudantes que ingressam na vida universitária. Ufa!
Mas tudo isso foi bom e nos manteve em grande atividade durante estes últimos 3 meses.
Neste meio tempo recebemos dois exemplares do livro "Como Começou a Guerra Fria" de Amy Knight que traduzimos para a Editora Record e que acaba de ser lançado. Ainda falta o lançamento de um livro da Record sobre a vida de Carlos Magno que traduzimos antes daquele do Canal do Panamá.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Cheio de trabalho

Não tenho postado nada ultimamente. Ando, junto com a Anna, muito ocupado traduzindo para a Editora Record um livro interessantíssimo sobre a epopéia que foi a construção do Canal do Panamá. O original, de autoria de Matthew Parker chama-se Panama Fever - the battle to build the canal. Já deu para perceber a truculência americana (desde aquela época) em tomar posse de lugares com grande potencial estratégico sem quaisquer escrúpulos (tal qual continuam fazendo ainda hoje pelo mundo afora). Em alguns lugares como no Vietnam eles perderam, como também estão perdendo no Iraque (embora não admitam). No Panamá, à epoca da construção do canal eles escravizaram caribenhos pobres e negros que morreram - mais de 25.000 - para que os Estados Unidos se apossassem do canal por 99 anos, a partir da chamada 'doutrina de Monroe' que dizia, "A América para os americanos", só que não dizia que era para os americanos do norte.
Assim que eu tiver uma folguinha voltarei às minhas postagens.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

47 Bem vindo Aventureiro Venturoso


No último dia 23 de fevereiro, às 12.00 como estava marcado, no mesmo lugar de onde tinha saído uma vez para a sua viagem de circunavegação pelo Brasil numa pequena moto de 125 cc, isto é, frente a farmácia de Visconde de Mauá, fui receber meu amigo Sergio Zurawel que voltou de sua viagem de motocicleta, desta vez numa possante Kawasaki 650 trail, de uma cidadezinha da California chamada Seal Beach até Visconde de Mauá. 20.000 quilômetros de pura aventura. Amanhã estaremos juntos outra vez. Ele, que está em Mauá, vai descer aqui para Resende para uma consulta com o dentista e depois passará aqui por casa para contar suas peripécias de viagem e para tomarmos um bom vinho. Bem vindo, Sergio.